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23/10/2015 | Troca de saberes: II Seminário de Gestão Ambiental Pública reuniu acadêmicos, órgãos públicos e empresários

O segundo dia (22/10) do II Seminário de Gestão Ambiental Pública contou com uma programação intensa. Das 8h às 12h, cerca de 150 acadêmicos participaram de sete minicursos sobre temas relacionados à flora, comunicação social, educação ambiental, saúde pública e certificações ambientais. À tarde foram quatro mesas de discussão. O evento é promovido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e organizado pela Gestão Ambiental da BR-116/392 (STE S.A.) juntamente com o Instituto Federal Sul-Rio-grandense (IFSul).

 

Gabriele Duarte, estudante do curso de graduação em Gestão Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), campus São Lourenço do Sul, optou pelo minicurso sobre comunicação social. Segundo ela, a oportunidade serviu para mostrar um pouco do que o profissional irá encontrar na prática. “Foi muito bom. Faz algum tempo que a palavra sustentabilidade virou conotação de marketing, e isso envolve diretamente a comunicação. A partir dela sabemos como dialogar e como levar nosso trabalho até as pessoas”, disse.

 

Realizado em duas edições, o minicurso de certificações ambientais buscou mostrar aos acadêmicos uma oportunidade de mercado de trabalho. “O que me motiva a promover estes espaços é estimular as empresas a implementar gestões ambientais. O retorno, porém, ainda é muito tímido”, destacou o professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Marcos Vinícius Godecke.

 

A primeira mesa da tarde falou sobre licenciamento, legislação e fiscalização ambiental, composta pela professora da FURG, Lúcia Anello, pelo engenheiro agrônomo da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Paulo Anselmi, e a advogada Luiza Falkemberg. “É importante o empreendedor, sem medo, propor estes debates acadêmicos, no qual podem ocorrer insights, se colocando de forma transparente e com espírito público”, ressaltou Lúcia.

 

Outra discussão proposta foi como se pensar a educação ambiental em um processo de licenciamento. Ao lado da professora da FURG, Dione Kitzmann, do educador ambiental da STE S.A., Cauê Canabarro, e mediado pelo professor da UFPel, Giovanni Maurício, o professor José Vicente Freitas destacou que toda e qualquer gestão pública deve ser feita a partir do controle e da participação social, criando espaços para se desenvolver a cidadania. “A educação ambiental é uma grande utopia, mas a partir dela podemos construir um novo modelo de civilização”, disse.

 

Os impactos das rodovias na fauna, a forma de avaliação e mitigação foram pontos abordados pela doutoranda em Ecologia de Estradas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Larissa Gonçalves, e pelo coordenador da equipe de fauna da STE S.A., Guillermo Dávila. “Acompanhamos o licenciamento da rodovia que é feito por Brasília, então entendemos a dinâmica que deu origem a este evento e ficamos felizes com o convite”, reforçou o mediador da mesa, biólogo e analista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Cristiano Souza.

 

A quarta mesa da noite expos o relacionamento dos órgãos públicos com as questões ambientais e com os empreendedores. “Nosso desafio é achar o ponto de equilíbrio para atender as demandas que a sociedade tem e alcançar o crescimento sustentável”, falou o presidente da SBS Engenharia, Fernando Caumo. Para a coordenadora técnica de meio ambiente do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagens (Daer), Josani Carbonera, a oportunidade serviu para ter conhecimento do que está acontecendo em outros projetos, trocando ideias e aproximando os empreendedores da academia. “Avaliei que estamos no caminho certo e este é o aspecto positivo que fica”, disse. O coordenador de meio ambiente da STE S.A., Adriano Panazzolo, e o engenheiro do DNIT, Vladimir Casa, também participaram da discussão.

 

Evento contou com mais de dez apoiadores

 

Para proporcionar três dias de atividades, os organizadores contaram com apoiadores. O Bem da Terra, juntamente com o Núcleo de Economia Solidária e Incubação de Cooperativas da Universidade Católica de Pelotas (Nesic/UCPel), participou com 15 bancas de artesanato, alimentação, plantas e reciclagem na feira agroecológica realizada no saguão do IFSul. “Trabalhamos a parte ecológica e procuramos dar descarte sustentável para os restos dos produtos”, explicou uma das fundadoras do projeto, Edite Ebeling Herrmann. O Museu de História Natural da UCPel expos 17 espécimes taxidermadas, como lobo-marinho, tatu-mulita, mão-pelada e teiú. “Eu nunca imaginei que tinham estas espécies aqui no estado. A diversidade é encantadora”, falou a acadêmica Rafaela Bubolz.

 

O projeto Quintais Orgânicos de Frutas da Embrapa Clima Temperado apresentou espécies nativas e exóticas, enquanto a União Sul-americana de Estudos da Biodiversidade (USEB) expos livros sobre a temática ambiental. Os coffee breaks foram oferecidos pelo campus Visconde da Graça do IFSul, biscoitos Zezé e Biri Refrigerantes. A Viação Conquistadora apoiou no translado até o Sítio de Visitação da paleotoca. 

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