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15/05/2012 | A Gestão Ambiental através de outros olhares

Estudantes que participam de atividades de Educação Ambiental expressam sua visão através de conversas e desenhos

 

Olhos atentos durante a palestra. Aos poucos, a flora e a fauna da região são apresentadas aos estudantes nas atividades de Educação Ambiental que vem sendo promovidas desde o ano passado em escolas que se encontram próximas às obras de duplicação da BR-392. Cerca de três mil estudantes já participaram destes encontros que tem o objetivo de fazê-los refletir sobre a importância da valorização do ambiente em que vivem.

 

“Esse é um ponto importante que abordamos na palestra: o que é o meio ambiente? O conceito que eles demonstram, na maioria das vezes, diz respeito à preservação de florestas e de animais, nós aproximamos isso deles, mostrando que nosso primeiro meio ambiente é nosso corpo, nossa casa, nossa escola, nosso bairro, enfim”, explica o coordenador do programa de educação ambiental da Gestão Ambiental das obras, Cauê Canabarro.

 

A maioria dos estudantes que participam das atividades que vem sendo desenvolvidas, depende da BR-392 para se locomover, seja para ir a Rio Grande e Pelotas, ou para circular dentro do bairro muitas vezes eles precisam atravessar essa rodovia. Inseridos no contexto da duplicação, os estudantes começam a perceber a importância desta obra que liga a região sul do estado ao Porto de Rio Grande, responsável pela exportação de muitos produtos cultivados em nossa região. A maioria deles não conhece os cuidados com a natureza que vem adotados pelo DNIT em obras de rodovias federais.

 

“Eu não sabia que as árvores podiam ser plantadas em outros lugares para não serem cortadas. Achei muito bom”, disse Julia Colares, 12 anos, estudante do 6º ano. Seus colegas concordam, e ainda falam sobre os cuidados que vem sendo tomados com os animais. “Gostei dos túneis por onde os animais vão poder atravessar a rodovia em segurança, assim não veremos mais tantos animais atropelados na estrada como vemos”, falou Daiandro Figueiredo, referindo-se às passagens de fauna e as telas que direcionam os animais à elas.

 

Para Luciano Silveira, da 7ª série, a melhor parte das palestras são as fotos dos animais da nossa região, feitas por meio de armadilhas fotográficas, que são instaladas próximas à BR-392. “Eu já conhecia o lagarto, o cachorro e o gato-do-mato, mas não sabia que aqui perto também ‘moravam’ o tatu e o mão-pelada, que eu nem conhecia”, finaliza ele.

 

 

Os desenhos e o diálogo

 

Depois das palestras, Cauê conversa sobre os temas abordados, sobre as dúvidas dos estudantes e propõe que eles façam desenhos que representem a palestra dada. Segundo o coordenador do Programa de Educação Ambiental, através deles é possível sentir que existe uma abertura por parte das crianças para as questões ambientais, principalmente relacionadas com as plantas e animais. “O fato de, a maioria dos desenhos, expressar os temas que foram abordados durante a atividade mostra que eles saem dos encontros com alguma compreensão mais profunda sobre os mesmos”, diz ele.

 

Segundo Cauê, mesmo quando se trabalha as questões ambientais com os estudantes menores, é preciso tratar o tema com uma linguagem mais adequada, mas com a mesma seriedade. “Todos os procedimentos dos quais falamos, são ilustrados com fotos, então quando falamos em transplante, eles veem a imagem da máquina levando uma planta de um local onde a nova pista está sendo implantada para outro, e compreendem que, assim, aquela espécie é preservada durante as obras”, explica. Para ele, o desenho também é uma forma de avaliar o quanto os estudantes foram tocados já que, através deles, é possível ver os temas que mais interessam às crianças durante as palestras e enquanto desenham, eles mostram como entenderam a atividade proposta.

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