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22/03/2012 | 22 de março: Dia Mundial da Água

Há 20 anos, no dia 22 de março de 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um importante documento: a Declaração Universal dos Direitos da Água, que traz em seu conteúdo medidas, sugestões e informações para despertar a consciência da população para os cuidados com este elemento natural indispensável. A data ficou conhecida como o Dia Mundial da Água, e a cada ano os governos, instituições e cidadãos organizam eventos para discutir o tema.

 

Entre rios, lagunas, marismas e banhados, a água é predominante nas paisagens da região sul do Rio Grande do Sul. Essas áreas podem ser consideradas ambientes naturais sensíveis, já que além da vegetação típica, muitos animais também precisam destes lugares para viver e se reproduzir, transformando-os em um berço para os ecossistemas locais.

 

Áreas alagadas podem ser observadas ao longo de quase todo o trecho da BR-392 que está em duplicação. O principal impacto que pode ser causado à água pela construção e operação de rodovias é a contaminação por derramamento de óleos, resíduos de construção e acidentes com cargas perigosas. Além disso, os sedimentos das obras podem carrear para os corpos hídricos, especialmente quando há erosão ou mesmo fortes chuvas que podem levar o material das obras para as áreas alagadas.

 

Na Gestão Ambiental das obras de duplicação da BR-392, executada pela empresa STE, existe um programa dedicado aos cuidados com os recursos hídricos que monitora a qualidade da água próxima à nova pista da rodovia. Segundo a especialista em Programas Ambientais , Carina Estrela, o trabalho realizado busca prevenir possíveis impactos. Além de campanhas periódicas de coleta e análise de água, todas as atividades das obras são acompanhadas pelos supervisores ambientais. “Nossa equipe está sempre no campo acompanhando de perto a movimentação de máquinas e o avanço das obras e aconselhando os trabalhadores quando necessário sobre os cuidados com a água”.

 

Segundo ela até agora as análises feitas durante as campanhas pela equipe de supervisão não detectaram nenhum tipo de alteração nos corpos hídricos em decorrência da obra. “Esse resultado é ótimo já que qualquer alteração na característica da água pode comprometer o ecossistema local” explica Carina.

 

A análise da qualidade da água

 

Para que a avaliação da qualidade da água acompanhe o empreendimento como um todo, as análises são realizadas em três fases: antes, durante e depois das obras. Na fase preliminar, são analisados aproximadamente 100 parâmetros físico-químicos para caracterizar os corpos hídricos. Durante a execução do empreendimento são realizadas análises quadrimestrais de 8 parâmetros, com o objetivo de verificar qualquer interferência que as obras possam ter causado nos corpos hídricos próximos à rodovia. Na fase de operação, quando a rodovia começa a ser utilizada pelos usuários, é feita outra amostragem como a preliminar, e então é apresentada a análise final da qualidade da água.

 

Os padrões utilizados para avaliar a qualidade da água são estabelecidos pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), que através da resolução Nº 357/2005 classifica todos os corpos hídricos estabelecendo níveis para parâmetros como a temperatura, fator pH, sólidos em suspensão, sólidos dissolvidos, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio (DBO), coliformes termotolerantes, óleos e graxas. As análises são feitas no Laboratório de Química Ambiental da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), credenciado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler - RS (Fepam). 

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