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24/09/2013 | Peixes anuais presentes em charcos de influência da BR-392 são estudados

Desde agosto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) verifica a abundância dos peixes anuais nos charcos alocados, além das suas ocorrências e distribuições nas áreas de influência da BR-392. Até o momento, 60 pontos já foram estudados, sendo que a previsão é de acompanhar mais 30. Segundo o ecólogo Marcelo Burns, consultor da STE S.A., o mapeamento é feito no perímetro de 5 km tanto para o lado sul quanto norte, desde o lote 3 até o 2.

           

No lote 2 da BR-392 (km 42-46), por meio de estudos ambientais, o DNIT constatou a presença de três espécies de rivulídeos. Através do Programa de Monitoramento de Fauna da Gestão Ambiental, o órgão propôs ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) medidas de mitigação e compensação para estas famílias de peixes, avaliando a efetividade do resgate e realizando um levantamento da sua existência em charcos ao longo da rodovia.

           

No período de cheias, correspondente ao segundo semestre de 2011, os peixes que estavam em charcos que seriam impactados pela obra foram capturados e levados para ambientes próximos. Os substratos do solo onde se encontravam ovos foram realocados somente durante o período de seca, no primeiro semestre de 2012, e direcionados para áreas com características ambientais semelhantes.

           

De acordo com Burns, o estudo está sendo realizado nesta época uma vez que o ciclo de vida destes peixes concentra-se entre junho e outubro, sofrendo variações conforme o hidroperíodo. A previsão é de que o acompanhamento seja finalizado até setembro e que em outubro já seja possível fazer uma avaliação.

 

Características dos peixes anuais:

           

Os rivulídeos, ou peixes anuais, são caracterizados pelo porte pequeno e por viverem em ambientes aquáticos rasos, os chamados charcos temporários. O crescimento destes peixes é rápido, atingindo a maturidade sexual cerca de dois meses após o nascimento. Depositados no substrato dos charcos, os ovos permanecem inativos durante a fase de seca e voltam a se desenvolver depois de inundações.

 

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